Conheça Chelsea Werner: modelo e ginasta com Síndrome de Down que está quebrando paradigmas

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O casal Ray e Lisa Werner vivia no estado da Califórnia com sua pequena filha Chelsea, e estavam em busca de estimular as capacidades motoras da jovem através de exercícios físicos para que ela crescesse forte e saudável. O futebol não deu certo, pois ela não gostava e fugia dos treinos sempre que surgia uma oportunidade. Outras tentativas foram feitas, até que a ginástica olímpica conquistou seu coração.

De lá para cá, aos 29 anos, Chelsea já acumula quatro vitórias em campeonatos nacionais e duas em competições internacionais. Ao seguir este caminho com o apoio dos pais, ela desafiou todos os prognósticos passados pelos médicos, que disseram coisas como “provavelmente, ela não desenvolverá a musculatura devido à sua condição genética”. Acontece que eles estavam enganados, e muito!

Muito mais que uma treinadora

Em 2006, o comitê da Special Olympics do norte da Califórnia abandonou seu programa de ginástica, sendo assim, a família teve de arcar com os custos das viagens e treinos. Foi quando Ray, o pai, decidiu montar uma organização sem fins lucrativos para arrecadar fundos e patrocinar os gastos nas competições. A partir daí, a jovem ginasta viu que sua diversão também seria importante para a sua vida profissional, além de poder dar o exemplo para outras pessoas com Síndrome de Down.

A treinadora Dawn Pombo teve participação fundamental no processo de evolução, direcionando Chelsea aos caminhos corretos. “Ela percebeu que teria de trabalhar duro se quisesse conquistar medalhas. Chelsea tinha muita energia! Para ela, era mais sobre correr do que aprender ginástica. Ela também era muito teimosa, então tivemos que ser criativos para contornar isso. Não tenho vergonha de dizer que a subornei com coisas que sabia que ela amava para que ela tentasse novamente”.

Sim, ela é multiprofissional

Sem planejar nada, Chelsea iniciou sua vida de modelo, quando recebeu um convite da marca de roupas H&M para uma campanha que aconteceria em Havana, capital cubana. A ideia de viajar para poder vivenciar essa experiência empolgou toda a família, e as coisas foram dando muito certo, tão certo que a jovem foi convidada para ser capa da Teen Vogue, desfilou nas passarelas da NYFW e continuou percorrendo o mundo todo para realizar diversos trabalhos que a nova profissão proporcionou!

O universo da diversidade é quem ganha quando pessoas com algum tipo de deficiência quebram todas as barreiras que são impostas durante suas vidas. Para Lisa, mãe de Chelsea, as discussões ainda giram muito em torno de questões raciais ou relacionadas ao peso. “Quando se trata de modelos com deficiência, é muito raro. Uma grande parte da população tem alguma hoje em dia. Essas pessoas querem e merecem ser representadas”, citou em uma entrevista dada para a revista Forbes. 

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